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Apenas um terço das pessoas se alimenta bem no País

Publicado em 23/06/2014, ás 01h52

Depois de superar a desnutrição, o Brasil se vê agora às voltas com um novo desafio: a obesidade associada à subnutrição. A questão esteve em discussão este mês no maior evento de endocrinologia de Pernambuco, o EndoRecife, ao mesmo tempo em que era divulgada, no Sudeste, mais uma pesquisa nacional sobre hábitos alimentares. O estudo, comandado pela Associação Brasileira de Nutrologia, mostrou que apenas um terço das pessoas consome a quantidade ideal de frutas e legumes, alimentos necessários à reposição de vitaminas e outros nutrientes. Pelo menos 9% dos ouvidos residem em Pernambuco.

A pesquisa Manifesto do Corpo Saudável ouviu, pela internet, 500 homens e mulheres com idade a partir de 18 anos, das classes A, B e C. Revelou que 59% não comem produtos integrais mais de três vezes por semana. Quase metade consome mais vezes os produtos industrializados, como congelados, salgadinhos, chocolates, bolachas e refrigerantes, reconhecidamente com alto teor de sal, gorduras e açúcar. Nada menos que 23% recorrem no mínimo duas vezes por semana aos sanduíches e outras formas de comida pronta (fast food). O estudo mostrou ainda que a população tem ideia errada de si mesma: 68% pensam que se alimentam bem.

Muitos, no entanto, relataram sinais de que a nutrição está longe de ser das melhores. Cansaço, mau humor, intestino parado e uma indisposição geral estiveram na lista de queixas. “A subnutrição pode levar ao baixo peso, obesidade, constipação, gastrite, refluxo e muitas outras doenças. A obesidade, especificamente, tem se destacado devido aos maus hábitos alimentares presentes na vida moderna”, avalia a professora Michelle Galindo, do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco.

O médico Josembergue Campos, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, tratamento considerado o último recurso para estágios avançados da obesidade, lembra que 50% da população já têm peso acima do ideal, estando incluídos nesse grupo os obesos e os com sobrepeso. “A obesidade tem se tornado não só mais frequente, mas agora é acompanhada da subnutrição. Além de alterações metabólicas, com taxa alta de gordura e açúcar no sangue, a pessoa nessa condição também tem anemia, fraqueza de ossos e um sistema imunológico vulnerável, suscetível a infecções”, afirma.

Campos, um dos palestrantes do EndoRecife, médico do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, alerta que o problema é mais frequente nas classes mais populares, por causa da dificuldade financeira para comprar frutas, legumes e integrais, gêneros mais caros. Para o médico, a dieta pobre em nutrientes também é favorecida pelo estado de estresse constante.

“As pessoas têm jornadas de três turnos, passam a maior parte do tempo acordadas, adiam refeições ou substituem um almoço ou jantar por lanches muito calóricos, porque não têm tempo para parar e comer adequadamente”, avalia.

A nutricionista Michelle explica, por sua vez, que cada indivíduo tem suas necessidades nutricionais. “Porém, de uma forma geral, devemos consumir diariamente entre seis e 10 porções de grãos e raízes, três a cinco de hortaliças, dois a quatro de frutas, dois a três porções de leite e derivados e duas ou três de produtos de origem animal”, calcula.

As informações são do JC Online.
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