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Entidades se esforçam para implantação do Parque Tatu Bola da Caatinga

Publicado em 23/06/2014, às 13h38

Se na Copa do mundo 2014 o Fuleco -- tatu bola mascote do evento -- não tem sido amplamente divulgado, instituições como Agência Municipal do Meio Ambiente de Petrolina (AMMA); Universidade Federal do Vale do São Francisco; secretaria Estadual do Meio Ambiente e Sustentabilidade; prefeituras de Petrolina, Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande, além do Ministério do Meio Ambiente, correm contra o tempo e concentram esforços para marcar um gol a favor da manutenção do pequeno animal, típico das regiões de caatinga e que sofre sérias ameaças de extinção.

Na última semana, uma reunião em Petrolina serviu para pontuar as áreas que servirão como base ao Parque Nacional do Tatu Bola do Semi-Árido. Participaram do evento, Helvio Polito, da secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, o professor e membro do Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga (CRAD) da Univasf, José Alves de Siqueira; e representantes das prefeituras dos municípios de Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista.

A proposta da implantação do Parque Tatu Bola tem como principal objetivo conscientizar a população sobre a importância da preservação do bioma Caatinga, além de preservar a espécie do tatu bola, escolhido como mascote da Copa do Mundo 2014. A manutenção e conservação do Parque será desenvolvida de maneira interinstitucional, com a participação das esferas públicas dos poderes constituídos, universidade, Conselhos de Meio Ambiente e a comunidade de maneira geral.

“É importante que se frise que uma unidade de conservação é um equipamento protegido por lei, e que tem como principal objetivo conservar a biodiversidade, seja fauna ou flora. A partir do momento em que criamos uma unidade como essa, não há como voltar atrás, por isso é importante o comprometimento de todas as esferas envolvidas”,destaca a integrante da secretaria estadual do Meio Ambiente, Giannina Cysneiros.

Pesquisadores do Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga (CRAD) da Univasf, sob a coordenação do professor José Alves de Siqueira , já mapearam as áreas mais propícias para a instalação das unidades de conservação, com dados precisos para que o projeto obtenha o sucesso almejado. O Parque Tatu Bola já foi apresentado em reunião, no último mês de abril, aos membros do Conselho Estadual da Caatinga. Quando implantado, deverá ter uma área de mais de 75 mil hectares. “Esse encontro serviu para a gente ver as possibilidades, agendar metas e datas, prospectar soluções para problemas que eventualmente surjam durante a implantação do Parque. Na verdade, todas as instituições envolvidas estão concentrando esforços para que o projeto saia do papel e comece a ganhar forma na prática. Sabe-se que é um processo gradativo, que levará tempo para ser totalmente efetivado, mas vemos o interesse de todos e isso é muito positivo”, frisa o professor da Univasf, José Alves Siqueira.

De acordo com informações contidas no site do Ministério do Meio Ambiente, o tatu bola figura em uma lista que tem mais de 120 nomes de animais que correm risco de extinção, pela ação desenfreada do homem contra a caatinga.

“Vamos concentrar todos os esforços possíveis para termos mais essa unidade de conservação, para que possamos proteger e conservar cada vez mais o meio ambiente”, enfatiza o diretor presidente da AMMA, Gleidson Castro.

As informações são da assessoria da AMMA.
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