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Dívida motivou assassinato de prefeito na Bahia, segundo investigações

Publicado em 31/07/2014, às 12h58

Rielson Lima não resistiu e morreu. (Foto: Radar 101)
Divida. Esta é a principal linha de investigação para o assassinato do prefeito de Itagimirim sul da Bahia), Rielson Santos Lima (PMDB), de 51 anos, morto terça-feira (29), à noite quando conversava com um familiar em um bar no centro da cidade. Ele foi operado no Hospital Regional de Eunápolis, mas morreu no centro cirúrgico.

“Apuramos que ele devia a algumas pessoas, entre elas ciganos. Crime político está descartado, inicialmente”, diz a delegada Valéria Fonseca, à frente da 23ª Coordenadoria de Polícia do Interior (23ª Coorpin - Eunápolis).

Segundo ela, já há alguns suspeitos. Rielson estava no bar, por volta das 19h, quando dois homens chegaram em uma moto. O carona atirou. Atingido, Rielson tentou fugir.

Socorro

“Ele correu e se escondeu em uma casa, os assassinos fugiram e ele pediu ajuda a um PM à paisana, que o levou ao hospital municipal”, informou um policial da cidade.

O prefeito foi levado para Eunápolis em uma ambulância escoltada, mas morreu quatro horas após o atentado. O corpo foi velado na Igreja Matriz de Itagimirim e o enterro ocorreu no final da tarde desta quarta, 30, no cemitério municipal.

Segundo moradores e políticos ouvidos pelo jornal A TARDE, Rielson teria adotado medidas “duras” para ajustar as contas: extinguiu cargos comissionados, mudou a estrutura das secretarias de Administração e Finanças, além de cortar salários, começando pelo dele e do vice-prefeito.

O chefe de gabinete, Alberto Alves, confirmou, mas disse não crer que o crime tenha relação com política, pois Rielson não se envolvia em confrontos: “"Era trabalhador e humilde. Deve ter sido algo pessoal”'.

Conforme Alves, Rielson rompeu recentemente com o vice-prefeito, Rogério Andrade (PP). O presidente da Câmara, Francino Andrade Jr. (PP), irmão do vice-prefeito, disse que Rogério não sabe se assumirá a prefeitura.

Ele está afastado para se dedicar à pecuária: "“Ele se desgostou. Não houve briga com o prefeito. Meu irmão passou mal ao saber do crime e foi internado em Eunápolis”'.

Ele disse que, caso o irmão não assuma a prefeitura, ele também não o fará. “"Vou conversar com meu irmão e decidir. Se não assumirmos, o cargo passa para a vice-presidência da Câmara. Estamos todos abalados com a morte prematura do prefeito", afirmou”.

As informações são do jornal A TARDE.
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