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Brasil avança na conservação da Amazônia, diz relatório norueguês

Publicado em 18/08/2014, às 11h08

Vista aérea de parte desmatada da Amazônia perto da cidade
de Alta Floresta, no Pará. (Foto: Nacho Doce / Ag. Reuters)
O Brasil teve bom progresso em proteger a floresta amazônica, disse nesta segunda-feira (18) um relatório da Noruega, um importante doador para a preservação ambiental. A Noruega, país rico por seu petróleo e gás, pagou 10,3 bilhões de coroas (US$ 1,7 bilhão) para combater o desmatamento tropical de 2008 a 2013 no Brasil e em outros lugares, de acordo com um relatório feito pela Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento (Norad, na sigla em inglês), financiada pelo governo.

“A taxa de desmatamento do Brasil e as correspondentes emissões de gases-estufa caíram fortemente”, disse o relatório sobre o progresso da proteção na Amazônia, a maior floresta tropical do mundo. 

Projetos financiados com dinheiro norueguês no Brasil estão “traçando o caminho para futuras reduções”, disse o documento.

A Noruega destinou ao Brasil US$ 720 milhões para ajudar a apoiar programas no país, informou o relatório. A Noruega prometeu ao Brasil, em 2008, até US$ 1 bilhão para ajudar a desacelerar o desmatamento, dependendo do desempenho brasileiro. Sob um acordo semelhante em 2010, a Noruega se comprometeu em destinar até US$ 1 bilhão para a Indonésia, a qual tem a terceira maior floresta tropical, atrás apenas da Amazônia e de uma floresta no Congo, afetada por desmatamento de grandes áreas para dar espaço para plantações.

A Indonésia teve “bom progresso” no planejamento de proteger florestas, disse a Norad. Mas, segundo a agência, “a mudança de governo e as fraquezas nas bases legais” para a proteção da floresta “representam um sério risco de que as conquistas possam ser perdidas”.

O presidente-eleito Joko Widodo assume no lugar do antecessor Susilo Bambang Yudhoyono em outubro. “Pode haver novas prioridades”, disse à Reuters Ida Hellmark, que coordenou a relatório na Norad, apontando para os riscos de mais destinação de território para plantio de palma. 

Até agora, a Indonésia só obteve 2% dos pagamentos totais da Noruega, segundo a Norad. 

Florestas absorvem dióxido de carbono quando crescem e o liberam quando apodrecem ou queimam. O desmatamento, feito principalmente para abrir espaço para plantação, responde por um quinto das emissões humanas dos gases do efeito estufa, de acordo com estimativa da ONU.

As informações são da Agência Reuters.
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