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Em Petrolina, área do distrito de Rajada onde foram encontrados indícios de comunidades pré-históricas pode entrar no roteiro do ecoturismo local

Publicado em 06/08/2014, às 13h52

Açude do Pontal, em Rajada, zona rural de Petrolina. (Foto: Divulgação)
Após uma visita no Açude Pontal, em Rajada, distrito de Petrolina, a comissão formada por representantes da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, secretaria Executiva de Turismo, e instituições de ensino pontuou algumas das próximas ações que serão desenvolvidas no sentido de proteger o local onde foram encontradas gravuras que remontam à possibilidade de existência de comunidades pré-históricas.

Em paredões de pedra, dispostas de maneira impressionante na área do açude, gravuras com imagens de pessoas, folhagens, peixes, dentre outros, foram encontradas. O próximo passo agora será cercar o local para que não haja continuidade de ações depredatórias- muitas pedras estavam sendo retiradas para uso em construções- além de construir um portal indicando que ali está o Sítio Arqueológico de Rajada. Uma grande ação de limpeza será feita em toda a área. A idéia é dotar o espaço de infra estrutura que possibilite a visitação de estudantes, pesquisadores e turistas.

“Esperamos que a comunidade científica desenvolva pesquisas mais aprofundadas e tenha acesso a dados concretos sobre essa descoberta. A nossa vontade é que a área seja preservada e funcione como um ponto de visitação turística. Que as pessoas possam conhecer um pouco mais dos elementos culturais e históricos que envolvem essa descoberta. Temos o propósito de envolver a comunidade local na administração desse sítio arqueológico”, destaca o diretor presidente da AMMA, Gleidson Castro.

Paredões de pedra apresentam gravuras pré-históricas.
(Foto: Divulgação) 
Para o secretário Executivo de Turismo de Petrolina, Iuric Pires, uma vez dotado de toda estrutura, o local deverá ser inserido no roteiro turístico da região. “Somos uma região conhecida pela visitação às nossas vinícolas, às ilhas, aos nossos locais de gastronomia, e porque não agora inserirmos também esse roteiro? O esforço do município é o de possibilitar com que a história seja preservada e, ao mesmo tempo, que se possa estimular a visitação e o acesso ao conhecimento por parte de moradores locais e de turistas”, pontua.

Docentes da escola municipal José Cícero de Amorim, localizada em Rajada, também participaram da visita e demonstraram interesse em envolver a comunidade estudantil no processo de conservação e preservação do local.

Fotos do local foram enviadas para especialistas em Geologia e Arqueologia de universidades brasileiras, que já deram pareceres positivos quanto à importância do material encontrado. A expectativa agora é de que a comunidade científica possa estudar mais especificamente as gravuras e o relevo encontrado em Rajada. Para dotar o local de segurança, o prefeito Julio Lossio assinou o decreto 35/14, que prevê a proteção dos monumentos arqueológicos e pré-históricos do município. Caso os cidadãos tenham informação ou presenciem qualquer ação depredatória na área, as denúncias devem ser feitas para órgãos como Ministério Público e Polícia Federal.

As informações são da assessoria da AMMA.
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