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Seminário em Juazeiro discutiu avanços e desafios da Lei Maria da Penha

Publicado em 09/08/2014, às 10h41

Foto: Divulgação
Na última quinta-feira (07) os avanços e desafios da Lei Maria da Penha (Lei nº. 11.340) foi um dos temas debatidos no I Seminário Violência de Gênero: Uma Preocupação de Todos, que aconteceu no auditório do Centro Integrado de Atendimento a Mulher (CIAM), uma realização da Secretaria de Desenvolvimento e Igualdade Social (SEDIS).

A delegada da DEAM, Rosineide Mota, falou dos tipos de violência praticados contra a mulher, os avanços alcançados em 8 anos da Lei em vigor e a situação atual da violência no município de Juazeiro. “O número de denúncias aumentou, acredito que atualmente as mulheres têm mais coragem em procurar a delegacia e denunciar os agressores. Mas temos muitos desafios pela frente, principalmente melhorar a infraestrutura das delegacias especializadas, dessa maneira poderemos atender cada vez melhor as mulheres vitimas de violência”, ressaltou. 

De acordo com a delegada cerca de 90% dos casos, o agressor usa drogas, encontra-sealcoolizado e a principal causa da violência é por ciúme da companheira. Dona Maria Aparecida, que tem quatro filhos e é acompanhada pelo CIAM, foi vítima de violência doméstica praticada pelo seu ex-marido. “Começou com uma rasteira, depois ele me batia, ameaçava me matar. Era um verdadeiro inferno a minha vida, e quando ele bebia e usava drogas ai piorava a situação. Hoje conseguir sair deste casamento, estou sendo acompanhada pela equipe do CIAM, consegui um emprego e graças a Deus a minha vida está melhorando”, relatou Maria.

A secretária da SEDIS, Célia Regina Carvalho deu um depoimento emocionante sobre a época que sofreu violência doméstica e acredita que o país ainda tem muito a avançar sobre a violência praticada contra as mulheres. “É necessário avanços nas políticas públicas que visem a proteção das vítimas de violência, os profissionais também precisam ser capacitados para tratar desses casos. A SEDIS, por exemplo, está realizando uma série de cursos para a qualificação dos funcionários, através do Programa Qualifica Juazeiro. Toda a equipe do CIAM participará dos cursos, dessa maneira estaremos mais preparados para receber estas mulheres”, informou a secretária.

Célia acredita que o primeiro passo para a mulher sair da situação é reconhecer que sofre algum tipo de violência, depois ter coragem de denunciar e procurar ajuda profissional para superar as marcas deixadas pela violência.

Participaram do Seminário a psicanalista e professora do IF Sertão, Delsa Amorim, a assessora de formação da SEDUC, Donária Cardoso, Neli Nunes, advogada de práticas jurídicas da UNEB, a coordenadora do CIAM, Miriam Bernardo, a presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Mulher, Ana Célia Silva, representantes da DIRES, profissionais da área, estudantes e professores da Univasf.

As informações são da assessoria da Sedis.
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