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Uneb de Juazeiro tem projeto aprovado em Programa de Extensão Universitária do MEC

Publicado em 19/08/2014,às 14h02

Professor José Osmã Teles Moreira coordenador do projeto Controle Biológico Aplicado em
Olericultura e Fruticultura no Vale do São Francisco. (Foto: Divulgação)
Projeto sobre Controle Biológico de Pragas do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Juazeiro (BA), é aprovado pelo Programa de Extensão Universitária (ProExt) 2015 do Ministério da Educação (MEC). A pesquisa, intitulada 'Controle Biológico Aplicado em Olericultura e Fruticultura no Vale do São Francisco', objetiva selecionar cinco estudantes, a cada semestre letivo, que estejam cursando o décimo período do curso de Engenharia Agronômica da Uneb, em fase de estágio supervisionado. Os estagiários vão atuar no processo de produção e multiplicação de insetos e ácaros predadores e na liberação desses inimigos naturais em hortas comunitárias e áreas de fruticultura nas cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).

O projeto de extensão será realizado no Laboratório de Entomologia do DTCS, sob a coordenação do professor, Dr. José Osmã Teles Moreira. O início dos trabalhos está previsto para o primeiro semestre letivo de 2015. 

CONTROLE BIOLÓGICO - De acordo com o coordenador do projeto de extensão, o professor José Osmã Teles Moreira, vão ser produzidos e multiplicados no laboratório de Entomologia da Uneb, insetos e ácaros predadores de pragas existentes em algumas das principais culturas da região do Vale do São Francisco.

O projeto vai trabalhar com o processo de produção de três grupos de inimigos naturais: um tipo exótico de Joaninha, a Hippodamia convergens, que se destaca pelo seu potencial predatório; Duas espécies do bicho lixeiro, Chrysopela externa e Leucochrysa rodriguesi que, segundo o pesquisador, vai atuar no controle de pragas na cultura da acerola; e dois tipos de ácaros predadores Neoseiulus idaeus e Euseius citrifolius que vão controlar os ácaros branco e rajado, duas espécies que causam prejuízos em pomares de videira da região.“Nosso intuito é levar esses insetos e ácaros para o agricultor controlar as pragas de forma natural, ao invés de aplicar inseticida ou acaricida”, ressaltou o professor.

A produção de bicho lixeiro, ainda de acordo com o professor, favorece o controle de pragas na cultura da acerola, uma vez que não é aconselhável aplicar inseticida na planta porque, ao longo do ano ela está produzindo constantemente. “Se for aplicado inseticida em uma praga que está atacando a planta no meio do ciclo de produção vai contaminar os frutos que estão sendo colhidos, além de prejudicar os insetos polinizadores das flores”, destacou o professor.

O professor José Osmã Teles explica que além da produção de insetos e ácaros predadores, o projeto de extensão também vai avaliar a eficiência de controle desses inimigos naturais e treinar agricultores para o uso da tecnologia. “O controle biológico é uma técnica antiga que aos poucos foi esquecida pelo pequeno produtor. Hoje, basicamente, só é feito o controle químico, que pode causar efeitos colaterais perigosos, tanto para a saúde humana quanto ambiental”, finalizou.

INVESTIMENTO - Foram contemplados com os recursos do edital 2015 do ProExt, sete projetos da Uneb e dois programas de pesquisa. O valor investido foi da ordem de R$1 milhão de reais, que vão ser distribuídos em projetos de várias temáticas como saúde, educação, cultura e meio ambiente. Para a realização da pesquisa sobre Controle Biológico Aplicado em Olericultura e Fruticultura no Vale do São Francisco, do Campus III foram captados recursos no valor de R$100 mil reais.

As informações são da assessoria.
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