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Univasf projeta oferta de cursos de graduação e pós-graduação no âmbito do Pronera

Publicado em 30/08/2014, às 00h07

Foto: Reprodução
As populações de assentamentos da Reforma Agrária e de comunidades quilombolas da região do submédio São Francisco serão beneficiadas por uma parceria da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Trata-se de uma ação articulada em abril de 2012 que resultou na aprovação de projeto elaborado pela Pró-reitoria de Extensão (Proex) da Univasf para a oferta de cursos de graduação e de pós-graduação junto ao Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). O Termo de Cooperação já sinalizado pela seguradora do programa na região, Karla Pereira, deverá ser assinado no próximo mês. “Estamos trabalhando com a previsão para este mês de setembro, mas ainda trata-se de uma previsão porque há alguns trâmites que precisam ser seguidos; ainda faltam alguns ajustes no Plano de Trabalho e cronograma de desembolso (de recursos)”, explica.

O projeto da Univasf aprovado pelo Incra engloba a oferta de duas licenciaturas, em História e Ciências Sociais, e a especialização em Educação no Campo. Conforme a pró-reitora de Extensão da universidade, professora Lucia Marisy, serão abertas 150 vagas, 50 para cada curso. Ainda segundo Lucia, o início das atividades acadêmicas está previsto para março de 2015, no Espaço Plural da Univasf, localizado em Juazeiro (BA). A expectativa da Proex é que os editais de seleção sejam lançados até outubro próximo, estimativa que leva em consideração os procedimentos burocráticos para a efetivação da proposta.

Além de material didático, os alunos dos cursos vinculados ao Pronera contarão com bolsa-transporte, refeições e alojamento na universidade, durante os períodos letivos. O aporte total de recursos previsto para os respectivos projetos é de R$ 2,5 milhões/ano, com fomento do Incra, o que viabilizará o fornecimento de infraestrutura acadêmica, equipamentos e subsídios de apoio aos estudantes e às atividades programadas. Segundo Lucia Marisy, o custo anual por estudante é de R$ R$ 5.500,00 na graduação e de R$ 5.000,00 na especialização.

Criado em 1988, o Pronera é uma política pública que visa fortalecer a educação em áreas de reforma agrária, por meio de projetos educacionais e com metodologias voltadas às especificidades dos públicos e territórios envolvidos. Baseada no que os educadores denominam pedagogia da Alternância, o modelo também adotado para os cursos da Univasf, no âmbito do Pronera, deverá intercalar um período de convivência na sala de aula com outro no campo. Diferente do ensino tradicional, os alunos da Alternância dos cursos de licenciatura passarão sequencialmente, 30 dias na Univasf e 45 dias nas suas comunidades de origem. A metodologia também será utilizada na pós-graduação, mas neste caso com aulas ministradas aos sábados e domingos.

Os cursos viabilizados pela parceria com o Incra ficarão vinculados às pró-reitorias de Ensino e de Extensão (Proen e Proex), esta última articuladora da proposta e responsável pela elaboração dos respectivos projetos pedagógicos. “É um passo importante para a Univasf, no sentido da cidadania, de resgatar essa dívida com uma população que historicamente esteve fora do processo educacional”, afirma Lucia Marisy. De acordo com Karla Pereira, a Superintendência do Incra, em Petrolina (PE), abrange 36 municípios do Sertão Pernambucano e seis da Bahia, envolvendo 253 assentamentos. As ações de educação no campo, decorrentes da parceria entre Univasf e Incra serão voltadas às populações inseridas nesses territórios e que atendam aos critérios dos respectivos processos seletivos.

Sobre os objetivos do programa, Karla Pereira salienta a manutenção do jovem no campo, durante e depois da formação; metodologia diferenciada e uma grade curricular que ela enfatiza estar voltada à realidade do campo. “A importância da parceria com a Univasf é imensa, pois são essas parcerias que permitem que políticas públicas como o Pronera viabilizem o acesso da classe trabalhadora a universidades públicas”, disse.

As informações são da assessoria da Univasf.
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