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Vale do São Francisco começa a se destacar na produção de frutas típicas de clima frio

Publicado em 02/08/2014, às 12h10
Da Redação, com Embrapa

Foto ilustrativa: Divulgação
O Vale do São Francisco, notadamente no Submédio, na fronteira semiárida da Bahia com Pernambuco, tem mostrado sua aptidão para produzir culturas típicas de clima temperado. Fazendo uso da tecnologia de irrigação, a região já é conhecida, no mercado internacional, pela produção de uvas, e já vêm sendo testadas novas cultivares, a exemplo da maçã, pera, caqui, cacau e rambutã.

Das culturas pesquisadas, a pera apresenta forte apelo comercial, devido aos grandes volumes importados, atingindo cifras da ordem de 90% a 95%, já que a produção nacional não atinge nem 10% do total consumido. Dentre as frutas de clima temperado, a pera é a terceira mais consumida e mais importada pelo Brasil. O consumo atual é da ordem de 180 mil toneladas, sendo a maioria importada da Argentina, Estados Unidos, Uruguai, Chile e países Europeus.

As variedades mais conhecidas em nosso país são: willians, pera-d'água, pé-curto e red (casca vermelha). De acordo com os testes realizados, o vale do São Francisco tem potencial para produzir mais de 60 toneladas da fruta por hectare, no quarto ano de cultivo, com a possibilidade de produção de duas safras por ano.

A macieira é outra cultura de clima temperado que vem sendo testada no vale. A produção nacional de maçã é de cerca de 1,2 milhão de toneladas por ano, quantidade ainda insuficiente para abastecer o mercado interno, tanto que ainda são importadas mais de 50 mil toneladas. O consumo na região Nordeste tem aumentado nos últimos anos. Um exemplo desse crescimento é o que acontece no Mercado Produtor de Juazeiro (BA), onde são comercializadas em torno de 200 toneladas de maçã por semana.

O caqui, produzido tradicionalmente nas regiões Sudeste e Sul, nos meses de fevereiro a julho, é mais uma opção que tem se revelado promissora. Segundo as pesquisas, a produção de caqui no vale pode alcançar 15 toneladas por hectare no quarto ano de cultivo, ao passo que nas regiões Sul e Sudeste esse volume só é obtido do sexto ao oitavo ano.

Os resultados com o plantio de novas culturas obtidos até então têm se mostrado promissores.
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