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Pesquisadores criam biossensor para detectar câncer de mama mais cedo

Publicado em 15/09/2014, às 01h44

Dispositivo ainda está em fase de testes no Lika. (Foto: Rodrigo Carvalho/ JC Imagem)
Um dispositivo que cabe na palma da mão pode significar a esperança para milhares de mulheres na luta contra o câncer de mama. Criado por pesquisadores do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika), da UFPE, e do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), o biossensor que detecta a doença precocemente vai participar da iGEM Competition 2014, em outubro, em Boston, Estados Unidos. O iGEM é uma competição mundial, criada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) para promover a evolução da biologia sintética.

“O diferencial do nosso modelo é a possibilidade de identificar a doença antes que ela apareça no exame de imagem”, explica Débora Zanforlin, biomédica do Lika. O sistema que será apresentado pela equipe pernambucana foi desenvolvido com a utilização de técnicas de robótica. Ele usa componentes biológicos para reconhecer as células cancerígenas no sangue. “Essas células produzem determinadas substâncias que serão identificadas pelo biossensor”, esclarece.

Hoje, o câncer de mama é detectado por exames de imagem como a mamografia e a ultrassonografia de mama. “O problema é que só dá para ver o tumor quando está com um tamanho razoável e, em se tratando de câncer, quanto mais rápido for detectado, maior as chances de cura”, diz a biomédica.

O biossensor funciona com o auxílio de um robô, desenvolvido pelo Cesar, que trata e prepara a amostra de sangue para o exame. Só depois ela vai para o dispositivo. “No futuro, pretendemos desenvolver um equipamento portátil que possa ser levado a qualquer parte”, revela Filipe Villa Verde, da equipe do Cesar. “A ideia é colocar o sangue direto no biossensor.”

As pesquisa começaram há dois anos e já demonstram bons resultados. Mas os testes com mulheres só devem começar a partir de outubro no Hospital Barão de Lucena. “As pacientes vão responder um questionário para podermos identificar as que apresentam fatores de risco”, explica o chefe do setor de mastologia do HBL, Darley Ferreira Filho. “Depois da coleta, o sangue será colocado num microchip para estudo do micro RNA, que vai indicar o risco de desenvolvimento da doença.” 

O mastologista acredita que o biossensor pode revolucionar o processo de detecção e diagnóstico do câncer de mama, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS). “Imagine fazer um exame desses sem custo nenhum para dar o diagnóstico precoce da doença. É fantástico!”, exclama, lembrando que as pesquisas genéticas, como a que fez a atriz Angelina Jolie, são de alto custo.

Mastologista do Hospital Oswaldo Cruz, o médico João Esberardi lembra que o câncer de mama é o de maior evidência e o que mais causa morte de mulheres, pois não há como preveni-lo. Embora prefira esperar os resultados para fazer comentários, ele espera que a pesquisa do Lika e Cesar seja bem-sucedida. “Tudo que for feito para o diagnóstico precoce do câncer de mama é válido.” O Instituto Nacional de Câncer estima que sejam registrados mais de 57 mil novos casos da doença este ano. Os pesquisadores criaram um hotsite que reúne mais informaçoes sobre o projeto. O endereço é www.biossensores.org 

As informações são do Jornal do Commercio
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