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Novas denúncias marcam o último debate de Dilma e Aécio na TV Globo

Publicado em 24/10/2014, às 23h38

Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) durante o debate organizado pela Rede Globo, no Rio de Janeiro.
(Foto: Ricardo Moraes / Agência Reuters)
No quarto e último debate na televisão (TV Globo) antes do segundo turno da disputa presidencial, os candidatos Aécio Neves (pelo PSDB) e Dilma Rousseff (PT) iniciaram discutindo as denúncias feitas nesta sexta-feira (24) pela revista Veja.

Aécio Neves fez a primeira pergunta exatamente sobre a reportagem da Veja, segundo a qual tanto a presidente Dilma Rousseff quanto o ex-presidente Lula sabiam a respeito de desvios de recursos na Petrobras.

"A revista Veja não apresenta nenhuma prova do que faz. Ela tem o hábito de tentar dar um golpe eleitoral. Fez a mesma coisa em 2002, em 2006, em 2010 e agora faz em 2014. O povo não é bobo, candidato. E sabe que está sendo manipulado", disse a petista.

O tucano citou que outra revista (istoÉ) também denunciou corrupção do PT. "O senhor cita duas revistas que nós sabemos para quem elas fazem campanha", disse Dilma. 

Porto de Cuba

O senador mineiro questionou o financiamento brasileiro ao porto de Cuba dizendo que leva um "carimbo de secreto", e perguntando o que o governo do PT tem a esconder sobre o financiamento.

"Eu não tenho nada a esconder", rebateu Dilma, afirmando que foram empresas brasileiras as beneficiadas.

Manifestação do público

O mediador do debate, o jornalista William Bonner, da Rede Globo, teve que intervir para interromper manifestação da plateia (parte aplaudindo e outra parte vaiando) quando Dilma Rousseff disse que Aécio Neves era líder do governo FHC. "Eu era líder do PSDB", rebateu Aécio.

"É a mesma coisa", disse Dilma. "Para quem não conhece o Congresso, talvez", concluiu Aécio Neves, provocando a primeira manifestação do público.

Dúvidas dos indecisos

No segundo bloco do debate a plateia - formada por eleitores indecisos - fizeram perguntas aos dois candidatos. Sobre as dificuldades de moradia - Dilma destacou o Programa Minha Casa, Minha Vida, que Aécio prometeu ampliar; a respeito da valorização dos professores - o tucano prometeu enfrentar o desafio e Dilma lembrou dos recursos atrelados ao pré-sal; e quanto à corrupção.

Dilma Rousseff defendeu penas mais severas, e Aécio Neves respondeu: "Olho nos seus olhos e digo: vamos tirar o PT do poder", provocando outra manifestação no estúdio.

Outra pergunta referiu-se ao fator previdenciário. O candidato do PSDB prometeu rever. Dilma disse que ele foi criado pelo PSDB. Aécio rebateu que foi o presidente Lula quem vetou projeto do Congresso acabando com o fator.

Corrupção

O tema voltou a dominar o debate, no terceiro bloco. Aécio Neves disse que repetiria uma pergunta feita por William Bonner em entrevista anterior e que ficara sem resposta: "Para a senhora, José Dirceu mereceu a prisão, ou é um herói nacional?"

Dilma Rousseff preferiu referir-se a denúncias chamadas de "o mensalão mineiro".

A candidata do PT perguntou sobre agricultura e foi criticada pelo rival por estar "olhando no retrovisor do passado". A petista então voltou para a tréplica dizendo ser necessário falar de governos anteriores porque são credenciais para o futuro.

"Vamos debater o Brasil daqui para frente. Quem fala muito do passado, quer evitar o presente ou não tem nada para apresentar para o futuro", defendeu Aécio.

Após questão sobre o Enem e programas educacionais, Aécio disse que já foi considerado por Dilma um "governador exemplar". A petista então reconheceu que chegou a acreditar na gestão de Aécio "até descobrir que Minas Gerais se tornou o segundo Estado mais endividado do País".

Considerações finais

Dilma Rousseff foi a primeira a falar com os eleitores. "O Brasil que estamos construindo é o Brasil do amor, da construção e da união. O País que quer crescer e melhorar de vida", disse. Segundo ela, "nem crise e nem pessimismo" irá tirar dos eleitores o que eles conquistaram.

Aécio Neves lembrou a luta do avô Tancredo Neves. "Chego ao final dessa campanha de pé, honrado. Não sou mais um candidato de um partido político, sou o candidato da mudança e da generosidade". E concluiu: "Lutei o bom combate, sem mentir, e sem perder a fé".

As informações são da Tribuna da Bahia.

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