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Em Petrolândia (PE), igreja submersa volta a aparecer por causa da estiagem

Publicado em 24/11/2014, às 12h58

Igreja do Sagrado Coração de Jesus na velha cidade de Petrolândia. (Foto: Paula Cavalcante / G1)
Há 26 anos a velha cidade de Petrolândia, no Sertão de Pernambuco, foi inundada para a construção da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga. Após a inundação, apenas o topo da Igreja do Sagrado Coração de Jesus ficou visível. Hoje, por conta da estiagem, o volume do Lago de Itaparica reduziu e praticamente metade da estrutura do templo pode ser visualizada. A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) informa que o volume útil da barragem atualmente é de aproximadamente 16%. No último período chuvoso, o armazenamento máximo do reservatório de Itaparica foi de 44,3%.

Foto: Paula Cavalcante / G1
A situação prejudica as principais atividades econômicas do lugar. A agricultura, baseada na fruticultura irrigada, que registrou uma baixa na produção, e a piscicultura, onde os pescadores tiveram que se adaptar ao nível da água. Dos aproximadamente 2.000 agricultores, praticamente todos tem a terra mas não estão plantando mais nada, pois as estações de bombeamento dos perímetros irrigados já não conseguem captar a água suficiente para atender a demanda dos plantios que existem. Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Pesca, Rogério Viana, 90% do que se produz de peixe é em tanques, redes ou gaiolas que são colocadas dentro do lago. Esses equipamentos são colocados em lugares pré-determinados pela Agência Nacional de Águas (ANA). Porém, por causa da estiagem, eles precisam ser levados para locais de maiores profundidades, que tenham mais oxigênio. Com isso, os custos da produção são elevados e muitos peixes não se adaptam e morrem.

A prefeitura realiza algumas ações para minimizar os efeitos da seca, a exemplo da disponibilização de equipamentos para abertura e limpeza de canais de aproximação, para que os agricultores irrigantes consigam captar a água. Já em relação à pesca, uma reunião está marcada com representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para definir ações.

As informações são do G1.

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