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Pesquisa conclui que praças de Petrolina e Juazeiro estão despreparadas para pessoas com deficiência; outros problemas foram detectados

Publicado em 05/11/2014, às 18h44

Pesquisa de estudantes de Serviço Social da Facape identifica problemas nas praças de Petrolina e Juazeiro.
(Foto: Divulgação)
Uma pesquisa de estudantes de Serviço Social da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape) confirmou o que muitas pessoas já veem todos os dias: a falta de manutenção das praças de Petrolina e Juazeiro. Durante alguns meses, cerca de 40 alunos do curso visitaram as praças das duas cidades e constataram diversos problemas, principalmente relacionados à arborização, segurança e acessibilidade.

A pesquisa foi realizada pela turma do 2º período de Serviço Social e como atividade da disciplina de Antropologia, sob a coordenação do professor Genivaldo do Nascimento. Ao todo, foram analisadas sete praças: uma em Juazeiro (Praça da Bandeira) e seis em Petrolina (Dom Malan; Praça da Igreja da Vila Eduardo; Maria Vilani, na Cidade Universitária; Academia das Cidades, na Vila Mocó; Praça do Quati 2; e Frei Damião, no José e Maria).

De acordo com os estudantes, as praças não recebem serviços de manutenção e não possuem acessibilidade para os idosos e pessoas com deficiência. “Os gestores públicos estão preocupados em inaugurar a praça, mas não em manter o espaço de forma adequada à população. Eles se importam apenas com o impacto político da obra”, destacou a estudante Eliana Pereira da Silva.

Como forma de chamar a atenção dos gestores municipais, a turma elaborou um manifesto especificando os problemas de cada praça. Além da falta de acessibilidade, arborização e segurança, os alunos apontaram deficiências na coleta de lixo, na manutenção e iluminação dos locais visitados. Para eles, os gestores públicos descumprem um dos diretos garantidos pela Constituição Federal (CF): o lazer.

“A Constituição Federal garante o direito do lazer ao cidadão. Dentro dessa pesquisa, nós vemos que vários direitos são negados. A acessibilidade, por exemplo, é ruim para as pessoas com deficiência. O piso tem buracos, o que também dificulta a caminhada dos idosos. Como assistentes sociais, nós queremos mostrar ao governo o que precisa melhorar na administração. Se está dentro da CF, é obrigação dos gestores fazer uma administração eficiente das praças”, explicou a estudante Jamile Nascimento.

Espaço-lugar

A pesquisa constatou a importância das praças como espaço-lugar de afetividade e lazer. De acordo com os estudantes de Serviço Social, os usuários têm um carinho especial por esse ambiente e alguns deles até cuidam do espaço, já que faltaria atenção do poder público. No manifesto produzido, os alunos dão sugestões de como melhorar as praças.

“É preciso que se construam praças já com projetos adequados para atender toda população, sem exclusões. O projeto deveria trazer rampas de acesso, brinquedos que atendam diferentes faixas etárias e uma vegetação adequada à nossa região”, ressaltou Jamile.

As informações são da assessoria da Facape.

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